Lembro-me hoje dos argumentos que a minha mãe tentava avançar para tentar me dissuadir de comprar Barbies sempre que estivessemos na Europa.
“Mas Maimona, as Barbies são tão magras!! Porque é que não levas uma daquelas?”
E apontava para uma daquelas bonecas bebés, de buraquinho na boca para pôr a chupeta, e outro buraquinho “lá em baixo” para expulsar a água que entrava pela boca e fingir que fez xixi. Mas eu preferia sempre as Barbies, sabe-se lá o porquê. Talvez fosse por causa do cabelo, cabelo este que aguentava não mais do que uma semana mal a boneca saísse da caixa.
Hoje, parei para acabar o meu Sundae de morango em frente a uma loja de brinquedos. Estava muito distraída. Provavelmente pensando em coisas insignificantes. Não saboreava verdadeiramente o gelado, olhava mas não via a montra da loja. Quando voltei das nuvens, vi uma boneca esquelética, braços parecendo palitos, corpo quase sem curvas, sorriso forçado de orelha a orelha…Era uma barbie!
O que fizeram à Barbie? Ela não era magra antes, era fit!! E era linda de morrer com o seu sorriso natural!!
Se a minha mãe a visse hoje, eu teria de lhe dar razão! Não gostei!
Pior ainda, já pensaram na mensagem que recebem as meninas que brincam com Barbies nos dias de hoje acerca do conceito de beleza?